Encerramento das Olimpíadas Rio 2016

O estádio do Maracanã, onde na noite de sábado a seleção masculina de futebol conquistou o ouro inédito, foi o palco do encerramento das Olimpíadas do Rio 2016. E quem estava lá, cronometrando tudo? Santos Dumont! Que já havia sido homenageado na abertura, voltou a dar o ar da sua graça. Não demorou muito para os internautas brasileiros inundaram o Twitter, com novas provocações aos Estados Unidos. Motivo? Dessa vez, foi por conta de outro invento, o relógio de pulso. O brasileiro Santos Dumont, “pai da aviação” pretendia cronometrar o tempo de voo dos seus aviões durante as experiências. Naquele tempo, os relógios ficavam nos bolsos, presos a uma corrente. Como Santos Dumont tinha dificuldades em tirar, constantemente, o relógio do bolso, encomendou ao joalheiro Cartier, um modelo que ficasse fixo no braço e facilitasse o controle das horas.

ECP encerramento das olimpiada Rio 2016

Polêmicas a parte, a festa de encerramento exaltou a inventividade do brasileiro e sua capacidade de criar com as próprias mãos, nossa identidade cultural. A cerimônia foi dirigida pela carnavalesca Rosa Magalhães e que junto a sua equipe transformou o Maracanã numa colorida e ritmada apoteose. 206 bailarinos se vestiram de pássaros, e com a ajuda de projetores se misturaram as cores dos quadros da artista plástica brasileira Tarsila do Amaral. Com chuva e muitos ritmos, Carmem Miranda deu as boas vindas desfilando e cantando seu clássico conhecido no mundo inteiro! A fauna dos quadros de Tarsila deu lugar para a flora, que dessa vez homenageou os belos jardins do arquiteto-paisagista, Roberto Burle Marx. O momento mais aguardado da cerimônia foi o apagar da pira olímpica, que contou com a ajuda da chuva, mas o vento quase acabou com a festa. A chuva é a mesma que rega o nosso solo e também responsável pela renovação da vida! Blocos de carnaval de rua e as escolas de samba desfilaram seus enredos, para a alegria dos turistas, atletas, voluntários e claro, os anfitriões da festa, o Carioca.

 

A Floresta dos Atletas

Após mostrar com muita luz, cor e música a diversidade cultural do Brasil, a temática do espetáculo de abertura da Olimpíada Rio 2016 abordou as mudanças climáticas que o país e o mundo enfrentam. A emissão de gases de efeito estufa, o degelo dos polos, a elevação do nível do mar e o aumento da temperatura entraram em cena para alertar por um mundo mais sustentável. Um poema de Carlos Drummond de Andrade, “A Flor e a Náusea“, foi recitado pela atriz Fernanda Montenegro, enquanto telões apontavam o reflorestamento como um caminho.

Floresta dos Atletas

Em seguida, começou o desfile dos 12 mil atletas de 207 delegações participantes dos jogos olímpicos. A placa com os nomes dos países é levada por ciclistas, com a bicicleta enfeitada por plantas. Todos os atletas que participam da cerimônia de abertura receberam uma semente ao entrar no campo. Essas sementes, de 207 espécies, serão plantadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta do Atletas. Esse será o maior legado do evento.