Para Onde Foram as Andorinhas?

O clima está mudando, o calor aumentando. Os índios do Xingu observam os sinais que estão por toda parte. Árvores não florescem mais, o fogo se alastra queimando a floresta, cigarras não cantam mais anunciando a chuva porque o calor cozinhou seus ovos. Os frutos da roça estão se estragando antes de crescer. Ao olhar os efeitos devastadores dessas mudanças, eles se perguntam como será o futuro de seus netos. Esse é o conceito do documentário “Para onde foram as andorinhas” que já ganhou o prêmio de “Melhor Curta Metragem” no Festival Ambiental das Ilhas Canárias, 2016 e o prêmio “Refúgios e Mudanças” no Festival ENTRETODOS de Direitos Humanos, 2016.

ECP Para onde foram as andorinhas

O Filme capta de forma Sensível e Explícita como os Povos habitantes do Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, estão percebendo e sofrendo cotidianamente os Impactos das Mudanças Climáticas, o uso de agrotóxicos e o Desmatamento desenfreado. Vale a pena conferir!

Economia Verde versus Economia Azul

A primeira vez que se falou em economia verde foi há 24 anos, durante a Eco-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Desde então, a sustentabilidade passou a fazer parte da agenda global. O objetivo era acabar com o uso indiscriminado dos recursos naturais, para salvar o planeta e a humanidade. Mas os anos se passaram e, na prática, não se conseguiu equacionar, como esperado, a redução dos impactos ambientais com o desenvolvimento econômico e a erradicação da pobreza. Como reduzir o aquecimento global, por exemplo, e ao mesmo tempo gerar empregos? Perguntas como esta ficaram no ar e o discurso em defesa do meio-ambiente acabou esvaziado e, pior, aquele que abraçou a causa virou sinônimo de eco-chato. Vinte anos depois, na  Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, surgiu o conceito da Economia Azul,  criado por Gunter Pauli, o fundador da Zeri (Zero Emission Research and Initiatives),  que de “eco-chato” não tem nada.

ECP Economia verde versus azul

De lá para cá, Gunter Pauli tem defendido a ideia de que a economia verde, apesar de eficiente em alguns aspectos, não é suficiente para solucionar os desafios do planeta. O conceito da Economia Azul é baseado na ideia de que as soluções para os desafios da humanidade estão nos sistemas naturais. Para fazer valer a exploração da natureza, Gunter Pauli propõe um investimento maior nos produtores locais e no aproveitamento dos recursos naturais, buscando a transformação e a eliminação dos dejetos, de forma a fechar um ciclo auto-sustentável. Um exemplo é o aproveitamento do café.  Dos materiais descartados pode se cultivar cogumelos de grande qualidade nutricional. Desta forma, os produtores de café podem quadruplicar o lucro com o material que iria para o lixo.

Para entender um pouco mais sobre a Economia Azul, dá uma olhada no vídeo ilustrativo abaixo. Este vídeo explica como a Economia Azul pode ser aplicada para fornecer energia barata e renovável com o que temos e com um toque de criatividade… Vale a pena conferir!!!

Encerramento das Olimpíadas Rio 2016

O estádio do Maracanã, onde na noite de sábado a seleção masculina de futebol conquistou o ouro inédito, foi o palco do encerramento das Olimpíadas do Rio 2016. E quem estava lá, cronometrando tudo? Santos Dumont! Que já havia sido homenageado na abertura, voltou a dar o ar da sua graça. Não demorou muito para os internautas brasileiros inundaram o Twitter, com novas provocações aos Estados Unidos. Motivo? Dessa vez, foi por conta de outro invento, o relógio de pulso. O brasileiro Santos Dumont, “pai da aviação” pretendia cronometrar o tempo de voo dos seus aviões durante as experiências. Naquele tempo, os relógios ficavam nos bolsos, presos a uma corrente. Como Santos Dumont tinha dificuldades em tirar, constantemente, o relógio do bolso, encomendou ao joalheiro Cartier, um modelo que ficasse fixo no braço e facilitasse o controle das horas.

ECP encerramento das olimpiada Rio 2016

Polêmicas a parte, a festa de encerramento exaltou a inventividade do brasileiro e sua capacidade de criar com as próprias mãos, nossa identidade cultural. A cerimônia foi dirigida pela carnavalesca Rosa Magalhães e que junto a sua equipe transformou o Maracanã numa colorida e ritmada apoteose. 206 bailarinos se vestiram de pássaros, e com a ajuda de projetores se misturaram as cores dos quadros da artista plástica brasileira Tarsila do Amaral. Com chuva e muitos ritmos, Carmem Miranda deu as boas vindas desfilando e cantando seu clássico conhecido no mundo inteiro! A fauna dos quadros de Tarsila deu lugar para a flora, que dessa vez homenageou os belos jardins do arquiteto-paisagista, Roberto Burle Marx. O momento mais aguardado da cerimônia foi o apagar da pira olímpica, que contou com a ajuda da chuva, mas o vento quase acabou com a festa. A chuva é a mesma que rega o nosso solo e também responsável pela renovação da vida! Blocos de carnaval de rua e as escolas de samba desfilaram seus enredos, para a alegria dos turistas, atletas, voluntários e claro, os anfitriões da festa, o Carioca.

 

A Floresta dos Atletas

Após mostrar com muita luz, cor e música a diversidade cultural do Brasil, a temática do espetáculo de abertura da Olimpíada Rio 2016 abordou as mudanças climáticas que o país e o mundo enfrentam. A emissão de gases de efeito estufa, o degelo dos polos, a elevação do nível do mar e o aumento da temperatura entraram em cena para alertar por um mundo mais sustentável. Um poema de Carlos Drummond de Andrade, “A Flor e a Náusea“, foi recitado pela atriz Fernanda Montenegro, enquanto telões apontavam o reflorestamento como um caminho.

Floresta dos Atletas

Em seguida, começou o desfile dos 12 mil atletas de 207 delegações participantes dos jogos olímpicos. A placa com os nomes dos países é levada por ciclistas, com a bicicleta enfeitada por plantas. Todos os atletas que participam da cerimônia de abertura receberam uma semente ao entrar no campo. Essas sementes, de 207 espécies, serão plantadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta do Atletas. Esse será o maior legado do evento.